sábado, 31 de março de 2012

"Escrever ou não escrever, eis a questão"......



Outra questão que vinha atrapalhando beeeem meu sono era se devia mesmo ou não escrever a respeito da virada que a Dança do Ventre proporcionou em minha vida. No Núcleo da maravilhosaaaaa, divina, Mestra, Deusaaaa (sim, ela é tudo isso e muito mais!!!!) Ju Marconato, onde tenho a honra de fazer aulas, ouço inúmeras mulheres relatando como a dança as transforma e as torna melhores. Aí pensava: "putz, pra que EU vou me meter a falar sobre isso quando ocorre pra tantas pessoas??" A vontade de escrever sobre o assunto já estava martelando minha cabecinha há algum tempo e sempre tive um "quê" de escritora em minhas veias, isso gritava, era latente dentro de mim. Mas a antiga Ana Luiza ainda insistia em dar as caras (como admito que insiste até hoje, em certos momentos de fraqueza) e me perguntar: "Quem vcê pensa que é? Quem vai querer ler sobre o que aconteceu ou acontece com VOCÊ? Tá pensando que é a Sasha, é???".

Até que uma noite, no final de uma aula, Ju Marconato (tinha que ser ela, quem mais me traria a luz naquele momento? - sem desmerecer meus pais, familiares, amigos e pessoas importantes da minha vida!!!!!) colocou um poema de Nelson Mandela, gravado na voz dela, para ouvirmos:
"Nosso maior medo não é sermos inadequados. Nosso maior medo é não saber que nós somos poderosos, além do que podemos imaginar.
É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: 'Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?'.
Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus.
Você, pensando pequeno, não ajuda o mundo. Não há nenhuma bondade em você se diminuir, recuar para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.
Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. Isso não ocorre somente em alguns de nós; mas em todos.
Enquanto permitimos que nossa luz brilhe, nós, inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo.
Quando nós nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libertará outros."

Pois é né, as pessoas com idade mais próxima à minha devem se lembrar de um comercial em que uma aspirina gigante cai pra acalmar a "dor de cabeça" da Mariana Hein.... Foi bem por aí que aconteceu! Só que no meu caso, foi na minha cabeça, e não na do grupo de pagode, que ela caiu!!!! (Com o passar do tempo e mais postagens, vocês devem notar que eu costumo me lembrar de umas coisas um tanto quanto estranhas, normal tá? rs!)

http://www.youtube.com/watch?v=di-kUk49yrE

(Pra quem não se lembra e ficou curioso e pra quem quiser relembrar!! hahaha!)


Assim, se hoje a velha Aninha vem de novo encher as paciências com a mesma pergunta se eu tô me achando a Sasha, eu respondo na lata: "Tô mesmo, e daí??? Hunft!"

sexta-feira, 30 de março de 2012


Eu tenho o grave defeito das ideias "fervilharem" em meu cérebro na madrugada (chamo de defeito porque sei que isso não é bom nem para o meu trabalho, nem para a minha dança, minha cabeça resolve querer ficar hiperativa às 3hs da madruga tem vezes, e pra me concentrar pra aprender um movimento como o "camelo invertido na meia ponta e andando" no dia seguinte, por exemplo, não fica muito fácil.....). Mas tudo tem seu lado positivo, já tive váááárias epifanias nesses serões da mente, e durante a semana tenho conseguido domar meu sono rebelde e dormido em horas mais razoáveis, ao menos pro meu antigo padrão normal....
Graças a Deus, o que vem perturbando um tikin meu sono, nas três últimas noites, são questões todas ligadas à dança, como uma apresentaçãozinha que tenho de preparar de uma música que adoro, por isso não quero nem pensar em fazer feio! Nada mal pra quem varava noites e noites preocupada com atos de outras pessoas... Não que eu tenha conseguido me alienar totalmente dos comentários e opiniões alheios, infelizmente ainda não cheguei a tamanho grau de iluminação, mas comparada a antes, agora sou praticamente uma mistura de Osho com Dalai Lama! rsrsrs!
E vou chegar à parte em que a Dança entrou em minha vida.... Mas não agora, pois uma cabeça "lotada de ideias" não é sinônimo de uma cabeça "com ideias organizadas", muito pelo contrário!

Início, o melhor lugar para se começar....


Este é, sim, mais um blog sobre Dança do Ventre. Mas não é simplesmente isso. É um blog sobre o poder que essa dança tem de curar uma alma feminina que estava em desacordo com sua natureza, que não percebia e talvez ainda não perceba a sua beleza. Um blog sobre a visão distorcida que muitas pessoas tem sobre essa Arte e uma pequena tentativa de mostrar que Dança do Ventre não é sinônimo de Dança dos Sete Véus! E, como um blog é sempre algo pessoal, é também um blog sobre minhas experiências, percepções e minha evolução desde que me embrenhei nesse caminho maravilhoso de autodescoberta e autoaceitação.
Devo começar dizendo algo que muuuuitas mulheres que iniciaram a prática da DV também testemunham: eu não me aceitava como sou, desde criança. Aliás, se na época em que eu frequentava a escola já existisse o termo "bullying", eu teria feito a festa nesse quesito, pois eu sofria de bullying explícito, era atazanada pelos meus "amigos" (como pré-adolescentes conseguem empregar, com maestria, essa palavra de forma totalmente errônea!!!!) de modo constante. Não era considerada a mais bonita, nem a mais inteligente, mesmo com notas excelentes e tendo sido sempre uma criança e uma mocinha linda, hoje sei disso. Mas a imagem que eu via no espelho era totalmente baseada nas opiniões alheias da época. E o veredicto era beeeem cruel: "você não é bonita", ponto final.
E as minhocas na cabeça continuaram se reproduzindo na adolescência, na juventude e na fase adulta... Até me sentia bonita quando amigas diziam que eu era ou rapazes se interessavam por mim (sempre "os outros".... nunca o foco em mim mesma....), mas aí.... eu me comparava com as outras mulheres....  e eita coisa besta e inútil que é se comparar com os outros!!!! Eu ficava frustrada justamente pelo fato que torna a nós todos únicos: eu não me parecia com elas! (Alguém de mente sadia teria me dito: "Juraaaa??? Dããã, que coisa não! ACORDA!" Só que ninguém dizia isso, pelo contrário, davam conselhos sobre como tentar ser o que eu não era, mudar o meu cabelo, o meu modo de vestir e blá blá blá... E eu ouvia e seguia né..... Aff....)
Enfim, o que devia ser motivo de orgulho, de agradecimento ao Universo por minhas particularidades, virava motivo de depressões e crises de autoestima constantes. Eu não enxergava, eu não ME enxergava. E não tinha Cristo (ou psicólogo - sem desmerecer a profissão, pelamordedeus!! Minhas psicólogas me ajudaram muito!!!! - , ou amigo, ou parente) que realmente colocasse o meu valor na minha cabeça - a não ser quando o diminuíam, dizendo algo ruim a meu respeito, aí eu acreditava....

Ai, lembrar dessa fase medieval realmente me cansou.... Pensar em como eu permitia que "outros" determinassem meu estado de humor.... Ainda bem o verbo é no passado rs! Engraçado como quando a mente já está em outra sintonia, relembrar o período em que estávamos cegos é desgastante!
Por ora, vou compartilhar um vídeo da maravilhosa bailarina, Kahina, e depois escrevo mais... sobre coisas bem mais agradáveis, pq lugar de nuvem negra é na Transilvânia!!!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=HFmJ-lEdFyU&feature=related&noredirect=1